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	<title>Gabriela Brito, Autor em Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada</title>
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	<title>Gabriela Brito, Autor em Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada</title>
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		<title>Eu, tu, nós, mulheres</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Mar 2021 18:49:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Internacional da Mulher]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quanto mais envelheço, mais reconheço o quanto Beauvoir estava certa ao afirmar que não se nasce mulher. Torna-se mulher.&#160; Essa construção vai muito além de características físicas, traços biológicos e aprendizados culturais, apesar de também abarcar tudo isso. É nas imperfeições e nas quebras que se faz a identidade do ser mulher. Eu mesma estou [&#8230;]</p>
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<p>Quanto mais envelheço, mais reconheço o quanto Beauvoir estava certa ao afirmar que não se nasce mulher. Torna-se mulher.&nbsp;</p>



<p>Essa construção vai muito além de características físicas, traços biológicos e aprendizados culturais, apesar de também abarcar tudo isso. É nas imperfeições e nas quebras que se faz a identidade do ser mulher. Eu mesma estou aprendendo o que isso significa para mim. Não tem resposta certa. E se em algum momento eu disser algo esdrúxulo, peço humildemente que me corrijam.</p>



<p>Pragmática e racional que sou, tento partir do tangível e do factível para mergulhar em aspectos mais densos e abstratos  —  são neles que moram a graça e a nuance.&nbsp;</p>



<p>O tangível e o factível atualmente partem, para mim, de dois pontos: o corpo enquanto instrumento de afirmação e a capacidade individual de produção. Explico.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O corpo</strong></h4>



<p>Falo da percepção do corpo para além da estética, como instrumento político de afirmação de identidade perante o mundo. Não se trata necessariamente da noção de feminilidade, mas do fato de que nosso corpo físico é a forma como a sociedade nos enxerga, e é por meio dele que veiculamos o que pensamos, fazemos e acreditamos.&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, refiro-me ao corpo focando mais na potência da presença que ele carrega por onde passa. Em matéria recente, publicada em 7 de fevereiro, a<a href="https://gamarevista.com.br/semana/seu-corpo-suas-regras/qual-o-papel-do-corpo-no-mundo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Revista Gama</a> se debruçou sobre a pergunta: “todo corpo é político?” E a resposta  —  cuja elaboração é complexa  —  no fim, é simples: sim. Todo corpo é político.</p>



<p>A autoafirmação passa, sem dúvidas, pelo corpo, e é o ponto de inflexão com a maneira como nos posicionamos no mundo. Entro, então, com outra reflexão: como nós, mulheres, nos apropriamos de nossos corpos? E o que buscamos afirmar quando tomamos as rédeas de nossas próprias vontades?</p>



<p>“O valor da mulher está atrelado à virtude do lar. Por isso o discurso de retomar o corpo é tão poderoso. Porque ele é visto como <em>commodity</em>. Principalmente o corpo negro. Não tem como falar da reapropriação do corpo da mulher sem falar de raça”, defende Marina Adams, mestra em Estudos Brasileiros e doutoranda em História pela Brown University, nos Estados Unidos.&nbsp;</p>



<p>“Historicamente falando, a categoria mulher como entendida e construída pelo Estado é uma categoria branca. Ela vem a significar algo moralmente, esteticamente, afetivamente dentro do vocabulário político brasileiro  —  como guardiã da família, do estado, a noção de feminilidade —  a partir da visão branca”, complementa Marina.</p>



<p>O corpo da mulher ser encarado como <em>commodity</em> reduz sua existência a um produto, um bem. Neste caso, um bem manuseado pelo Estado. Nesse sentido, o conceito de “vida nua” (<em>bare life</em>), do filósofo italiano Giorgio Agamben, se faz importante para a discussão. Agamben argumenta que a palavra “vida” é reduzida ao aspecto meramente biológico. Isso impossibilita que o ser seja visto como político. E seres que não são vistos como políticos não têm direitos.</p>



<p>“O estado te reduz à <em>bare life</em> e você se torna descartável. Você já nasce assim. O processo de rejeitar essa condição também politiza, de certa forma. Exemplos concretos: a legislação brasileira determina que a mulher não tem direito ao próprio corpo. Até pouco tempo, era preciso ter autorização específica de um homem para realizar procedimentos envolvendo reprodução. O corpo se torna o campo de batalha central da discussão. Então faz sentido que a linguagem do protesto da mulher seja a linguagem do corpo”, explica Marina.</p>



<p>E quando há uma superposição de condições que colocam o ser em uma minoria, como é o caso da raça, o estado de vida nua se torna ainda mais evidente. É o caso das mulheres negras.</p>



<p>É aí que o conceito de interseccionalidade de Kimberlé Crenshaw se torna fundamental para o reconhecimento de que diferentes categorias de desigualdade social  —  neste caso, focando principalmente em gênero e raça  —  se amontoam para criar um sistema de opressão.</p>



<p>Em seu artigo “<a href="https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-20702014000100005#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20interseccionalidade%3F,Crenshaw%20%281989%29." target="_blank" rel="noreferrer noopener">Gênero, classe e raça: Interseccionalidade e consubstancialidade das relações sociais</a>”, a socióloga brasileira Helena Hirata explica que o<a href="https://heinonline.org/HOL/LandingPage?handle=hein.journals/uchclf1989&amp;div=10&amp;id=&amp;page=" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> conceito cunhado por Crenshaw em 1989</a> está relacionado ao movimento do final dos anos de 1970 conhecido como Black Feminism, “cuja crítica coletiva se voltou de maneira radical contra o feminismo branco, de classe média, heteronormativo”.</p>



<p>Hirata cita ainda a definição sucinta da pesquisadora Sirma Bilge para o conceito de Crenshaw:</p>



<p><em>&#8220;A interseccionalidade remete a uma teoria transdisciplinar que visa apreender a complexidade das identidades e das desigualdades sociais por intermédio de um enfoque integrado. Ela refuta o enclausuramento e a hierarquização dos grandes eixos da diferenciação social que são as categorias de sexo/gênero, classe, raça, etnicidade, idade, deficiência e orientação sexual. O enfoque interseccional vai além do simples reconhecimento da multiplicidade dos sistemas de opressão que opera a partir dessas categorias e postula sua interação na produção e na reprodução das desigualdades sociais. (Bilge, 2009, p. 70.)&#8221;</em></p>



<p>Por isso a importância do reconhecimento da potência e da diversidade de nossos corpos como instrumentos de luta política contra diversas opressões.&nbsp;</p>



<p>Todo corpo é político.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O fazer</strong></h4>



<p>Se o corpo é o campo de batalha central na luta pelos direitos do ser mulher, a inserção desse corpo em uma lógica de produção é o que vem logo em seguida. “Capitalismo, modernidade e colonialismo são inseparáveis”, afirma Marina. Considerando que vivemos em uma sociedade capitalista, qual o valor do ser mulher?</p>



<p>Primeiro, precisamos entender como nos inserimos no mercado. Um aspecto fundamental que contribuiu para isso foi a tecnologia. Antes da Revolução Industrial, na divisão entre homem e mulher dentro de uma casa, o primeiro era considerado o provedor, sustentando-se no argumento de que a estrutura física masculina era mais adequada para o trabalho, até então predominantemente braçal. Com o advento da tecnologia, esse discurso cai por terra. E assim conseguimos galgar mais independência.</p>



<p>Outro avanço tecnológico fundamental foi a pílula anticoncepcional. Ao permitir que o controle de natalidade fosse nosso, ganhamos um pouco mais de liberdade sobre nosso corpo e nos distanciamos um pouco da visão de mera reprodução biológica (lembra do conceito de vida nua de Agamben? A vida reduzida ao aspecto puramente biológico, e não político).&nbsp;</p>



<p>Mas esse avanço vem recheado de percalços difíceis de se livrar, como a famosa jornada dupla ou tripla, em que, além de trabalhar fora de casa, ainda espera-se da mulher a gestão doméstica e a educação dos filhos, quando os tem (outro ponto também enraizado, o da maternidade quase compulsória). “Há um reconhecimento estatal da mulher como a chefe de família no âmbito do lar”, afirma Marina.&nbsp;</p>



<p>Este “trabalho invisível” não só aumenta a carga física e mental das mulheres, como também é fundamental para o funcionamento da economia, muito embora seja considerado inferior e gratuito.&nbsp;</p>



<p>Existe aí uma crise: espera-se que a mulher trabalhe fora e dentro de casa na mesma proporção. Essa crise do <em>care</em> (o cuidado, ato de cuidar) é um dos pontos levantados no artigo “<a href="https://drive.google.com/file/d/11vWsrVPTDsCDySaAX6oYAeII9oO-W_e-/view?usp=sharing">Contradictions of Capital and Care</a>”, da filósofa americana Nancy Fraser, que defende que o sistema capitalista tende a uma contradição desestabilizante e a causar essa crise.</p>



<p>Primeiro, ele é organizado em torno da separação de duas esferas: reprodução social e produção econômica, sendo a primeira associada a mulheres  —  diminuindo sua importância e valor  — , e a segunda, a homens. Mas, ao mesmo tempo, paradoxalmente, o capitalismo se apoia em uma premissa de acumulação de riqueza ilimitada que desconsidera o processo de reprodução social, considerado por Fraser a condição para que a economia funcione. Como explica a própria autora:</p>



<p><em>&#8220;Atividades sociais-reprodutivas não remuneradas são necessárias para a existência do trabalho remunerado, a acumulação de mais-valia e o funcionamento do capitalismo como tal. Nenhuma dessas coisas poderia existir na ausência de trabalho doméstico, criação de crianças, educação escolar, cuidado afetivo e uma série de outras atividades que servem para produzir novas gerações de trabalhadores e reabastecer as existentes, bem como manter vínculos sociais e entendimentos compartilhados. A reprodução social é uma condição de pano de fundo indispensável para a possibilidade de produção econômica em uma sociedade capitalista. (FRASER, p. 102, tradução livre.)&#8221;</em></p>



<p>Essa contradição inerente de dividir reprodução social e produção econômica assume formas diferentes para cada formato histórico de sociedades capitalistas.&nbsp;</p>



<p>Atualmente, passamos pelo capitalismo neoliberal financiado. Nele, segundo Fraser, é promovido um <strong>imaginário</strong> em que mulheres e homens são colocados em pé de igualdade para praticar seus talentos especialmente na esfera da produção econômica. Já a esfera da reprodução, contudo, é considerada um retrocesso, um obstáculo para o progresso, que precisa ser removida em prol da liberdade. Percebe a contradição?</p>



<p>Ao mesmo tempo que existe o recrutamento das mulheres para o mercado de trabalho, diminui-se substancialmente o investimento em bem-estar social, acarretando na terceirização do serviço do <em>care</em> e levando mulheres em situação mais vulnerável (entra aqui a questão de classe) a realizar o trabalho do cuidado (da casa, das crianças), agora não só considerado inferior como impeditivo para o sucesso.</p>



<p>A situação fica ainda pior em um cenário pandêmico. Precisando conciliar trabalho, casa e família, o resultado foi um número alarmante de mulheres que saíram do mercado. No Brasil, o percentual daquelas procurando emprego no segundo trimestre de 2020 caiu para 45,8%, segundo<a href="https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2021/02/pandemia-deixa-mais-da-metade-das-mulheres-fora-do-mercado-de-trabalho.shtml"> matéria da Folha de São Paulo</a>.</p>



<p>A contradição desestabilizante do capitalismo continua. O que fazer, então? Fraser propõe que “o caminho para sua resolução pode apenas passar por uma profunda transformação desta ordem social” (FRASER, p. 117, tradução livre).</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>E agora?</strong></h4>



<p>Desde o primeiro momento em que tive a ideia para este texto, não pensei em como terminá-lo. Encaro isso de forma sintomática, porque, de fato, não há uma conclusão definitiva.</p>



<p>A história é cíclica, mas não se repete. Ela ecoa. E seguimos ecoando a luta das que vieram antes de nós para defender uma liberdade plena, o gozo de nossos direitos, a garantia da nossa segurança e o reconhecimento de nossa existência. Múltiplas, diversas, diferentes e unidas.</p>



<p>Nenhuma transição é suave.</p>



<p>Mas sigamos firmes de que o esforço valerá a pena.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><em>Dica extra: “EUA: a luta pela liberdade”, série documental da Netflix sobre a luta por direitos iguais a partir da história da 14ª Emenda à Constituição norte-americana. Os episódios exploram raça, racismo, gênero, imigração, direitos reprodutivos e escancaram o eterno esforço da classe dominante (branca, masculina, heterossexual e cisgênero) em sufocar a existência de qualquer um que desestabilize o </em>status quo<em>.</em></p>



<p>Leia também: <a href="https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/o-futuro-e-feminino-tambem-no-mercado-de-trabalho/">O futuro é feminino também no mercado de trabalho?</a></p>



<p><strong><em>Gabriela Brito é analista de comunicação no Conversa Estratégias de Comunicação Integrada</em></strong></p>
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		<title>A impostora em mim saúda e acolhe a impostora em você</title>
		<link>https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/uncategorized/2020/12/02/a-impostora-em-mim-saude-e-acolhe-a-impostora-em-voce/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Dec 2020 19:35:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[Acolher]]></category>
		<category><![CDATA[Culpa]]></category>
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		<category><![CDATA[Síndrome do Impostor]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Minha vida é pautada por dois sentimentos majoritários: medo e culpa. E um se alimenta do outro.&#160; O medo vem de não me achar boa, capaz ou capacitada o suficiente  —  principalmente no campo profissional  — , de ser julgada negativamente por isso e de me comparar com os outros.&#160; A culpa vem de achar que [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Minha vida é pautada por dois sentimentos majoritários: medo e culpa. E um se alimenta do outro.&nbsp;</p>



<p>O medo vem de não me achar boa, capaz ou capacitada o suficiente  —  principalmente no campo profissional  — , de ser julgada negativamente por isso e de me comparar com os outros.&nbsp;</p>



<p>A culpa vem de achar que nunca fiz/ trabalhei/ estudei o suficiente, e também de saber que essa percepção é falsa.&nbsp;</p>



<p>Acontece que quanto mais estudamos sobre um assunto, mais percebemos que sabemos pouco sobre ele e, por isso, nos sentimos menos confiantes para abordá-lo. Isso é normal! E, até certo ponto, eu diria que saudável, porque fomenta a curiosidade ou a necessidade de descobrir mais sobre aquilo, evitando cair no<a href="https://www.youtube.com/watch?v=pOLmD_WVY-E&amp;ab_channel=TED-Ed"> efeito Dunning-Kruger</a>, que explica a tendência de nos acharmos melhor do que realmente somos. Curiosamente, as pessoas menos qualificadas são as que mais tendem a superestimar suas habilidades e conhecimento.</p>



<p>Nas últimas semanas tenho conhecido pessoas e profissionais incríveis que se mostraram abertos a trocar muita ideia boa. Ao mesmo tempo, a comparação é inevitável, e de vez em sempre me pego no hábito de medir meu progresso com o dos outros.&nbsp;</p>



<p>Sinto não ter autoridade para falar sobre nada ultimamente. É tanta coisa nova, tanta informação legal, tanta gente fazendo que eu me afogo em um mar de desespero. E logo esse desespero evolui para uma insegurança tão crônica e paralisante que gera uma autossabotagem cíclica.&nbsp;</p>



<p>E foi aí que me dei conta: se tem um assunto que eu domino é o da síndrome da impostora. Então por que não falar sobre?</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>O que é a síndrome do impostor?</strong></h2>



<p>Um<a href="https://www.paulineroseclance.com/pdf/ip_high_achieving_women.pdf"> estudo norte-americano</a> conduzido em 1978 por duas psicólogas, Pauline Rose Clance e Suzanne Imes, identificou a prevalência de um sentimento de fraude intelectual comum entre mulheres de alto rendimento.&nbsp;</p>



<p>A pesquisa inicial ressaltava como a síndrome do impostor atinge predominantemente mulheres, mas, desde então,<a href="https://paulineroseclance.com/pdf/-Langford.pdf"> novas pesquisas</a>  — uma delas, inclusive, conduzida por uma das psicólogas do estudo original  —  mostram que homens também são afetados.</p>



<p>Trata-se de uma autopercepção deturpada em que a pessoa se enxerga como uma fraude, incapaz de atribuir suas conquistas à sua competência, e sim à sorte e a fatores externos, correndo o risco de ser desmascarada a qualquer momento.</p>



<p>Os sintomas clínicos mais comuns são ansiedade generalizada, falta de autoconfiança, depressão e frustração causada pela inabilidade de atingir os altos padrões de cobrança impostos sobre si mesmo.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Tipos de impostores</strong></h2>



<p>A escritora e especialista no assunto,<a href="https://www.amazon.com/Secret-Thoughts-Successful-Women-Impostor-ebook/dp/B004KPM1N0?tag=wwwfccom-20"> Dra. Valerie Young</a>, identificou cinco categorias de “impostores”:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>O perfeccionista:</strong> estabelece metas altíssimas para si mesmo e, caso não as atinja, ou mesmo que consiga 99% delas, sente que fracassou. Para este tipo, o sucesso nunca é satisfatório porque sente que poderia ter feito melhor.&nbsp;</li><li><strong>A supermulher/ o super-homem:</strong> por se sentir constantemente uma fraude, tem a necessidade de se esforçar mais do que os outros quando, na verdade, o excesso de trabalho é apenas uma tentativa de esconder as próprias inseguranças sobre si, além de levar ao esgotamento físico, mental e interpessoal. Busca validação de terceiros e no ato de trabalhar — e não no trabalho em si.&nbsp;</li><li><strong>O gênio nato:</strong> acredita que precisa conseguir tudo de primeira; caso contrário, se sente uma farsa. Assim como o perfeccionista, estabelece um padrão altíssimo de cobrança, e ainda por cima se julga quando não consegue fazer algo rápido ou com facilidade.</li><li><strong>O solista:</strong> pensa que pedir ajuda é sinal de ser uma fraude. Sente que precisa conseguir fazer tudo sozinho.</li><li><strong>O expert:</strong> avalia a própria competência baseado no que e quanto sabe ou é capaz de fazer. Acha, portanto, que precisa dominar tudo sobre determinado assunto, acredita nunca saber o suficiente e teme ser exposto por sua inexperiência.&nbsp;</li></ul>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>A impostora não quer guerra, mas companhia</strong></h2>



<p>A impostora aparece para ressaltar alguma qualidade sobre você mesma que precisa de atenção. Ela quer diálogo, não batalha.&nbsp;</p>



<p>Quando sua impostora gritar, escute, mas não acredite em tudo que ela diz. Tente analisar o que está por trás do pensamento autossabotador. Existem ferramentas, atitudes e formas mais tangíveis de medir suas habilidades que podem ajudar quando esse medo bater:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Feedback:</strong> pergunte para pessoas que te conhecem como elas avaliam você, seu trabalho, seu comportamento, o que quiser. Escute com coração aberto para receber críticas construtivas e use-as como ponto de partida para seu aprimoramento, mas não as tome como verdades absolutas. Validação externa constante é o caminho para a decepção (vai por mim, eu faço isso mais do que deveria).</li><li><a href="https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/design-thinking-solucoes-inteligentes-para-problemas-complexos/"><strong>Design thinking</strong></a><strong>:</strong> a forma como pensamos e encaramos problemas molda a percepção subsequente de como enxergamos o mundo e nós mesmos. Desenvolver um pensamento crítico e curioso é um ponto fundamental para a descoberta de soluções eficientes. Isso vale para produtos e serviços, mas também para nós mesmos. O design thinking é um modelo mental para achar soluções partindo de um problema bem definido. O<a href="https://www.designcouncil.org.uk/news-opinion/what-framework-innovation-design-councils-evolved-double-diamond"> duplo diamante</a>, por exemplo, é uma estrutura baseada em quatro pilares —  descobrir, definir, desenvolver e entregar  — que ajuda a explorar melhor um problema para depois agir de maneira mais eficiente.</li></ul>



<p>(Uma dica: o livro<a href="https://www.amazon.com.br/Designing-Your-Life-Well-Lived-Joyful/dp/1101875321/ref=asc_df_1101875321/?tag=googleshopp00-20&amp;linkCode=df0&amp;hvadid=379712558847&amp;hvpos=&amp;hvnetw=g&amp;hvrand=423590132135708831&amp;hvpone=&amp;hvptwo=&amp;hvqmt=&amp;hvdev=c&amp;hvdvcmdl=&amp;hvlocint=&amp;hvlocphy=1001541&amp;hvtargid=pla-433516710851&amp;psc=1"> Designing Your Life</a> fala justamente sobre aplicar design thinking à sua vida. Eu vou começar a leitura agora e estou bem animada. Já leu? Vamos trocar uma ideia sobre?)</p>



<p>(Outra dica: escute o podcast<a href="https://open.spotify.com/show/36DlM4ed55rMEQz519PGkZ"> Chá com a Impostora</a>, da Anna Terra. Foi um abraço em forma de áudio que veio no momento certo de um dia bastante torto. Inclusive, Anna, me nota! Vamos conversar!)</p>



<p>(Última dica, prometo: sigam o perfil da<a href="https://www.instagram.com/contente.vc/"> Contente</a>. Além de falarem sobre consumo consciente da Internet, recentemente as meninas lançaram<a href="https://escola.contente.vc/criar-sem-crise"> um curso</a> sobre criação de conteúdo que busca quebrar essa ansiedade toda gerada pelo ritmo acelerado das redes sociais e o espírito comparativo que beira o doentio às vezes. Também veio num momento certo de uma fase meio torta. Meninas, me notem também!)</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Acolher para crescer 🙂</strong></h2>



<p>Acolha a impostora ou o impostor em você. É o que tenho tentado fazer  e é muito difícil, mas é possível aos poucos. Demorei mais de uma semana para terminar este texto porque estava com (adivinha?) medo de não escrever nada bom. Mas escrevi!&nbsp;</p>



<p>Você não é a única pessoa passando por isso. Se quiser,<a href="https://www.linkedin.com/in/gabritts/"> me manda uma mensagem no LinkedIn</a> e vamos bater um papo. Vou adorar!</p>



<p><strong><em>Gabriela Brito é Analista de Comunicação do Conversa</em> <em>Estratégias de Comunicação Integrada</em></strong></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Design thinking: soluções inteligentes para problemas complexos</title>
		<link>https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/comunicacao/2020/07/28/design-thinking-solucoes-inteligentes-para-problemas-complexos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jul 2020 15:20:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Redes Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[Brainstorming]]></category>
		<category><![CDATA[Design]]></category>
		<category><![CDATA[Design de Serviços]]></category>
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		<category><![CDATA[Soluções Inteligentes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Design thinking: soluções inteligentes para problemas complexos</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<h4 class="wp-block-heading">Design o quê?</h4>



<p>Problemas existem em todas as esferas. Soluções também. O primeiro nem sempre podemos controlar; o segundo, sim. Não só controlar como aprimorar e potencializar.&nbsp;</p>



<p>É aí que entra o <strong><em>design thinking</em></strong>.&nbsp;</p>



<p>Design é uma ação de projetar algo – produto, desenho, processo.</p>



<p>Já o <em>design thinking</em> é um modelo mental para construir uma solução. É a maneira de pensar um projeto.</p>



<p>Muito embora a palavra design nos sugira, hoje, aspectos mais relacionados à estética das coisas, a aparência atraente e o exterior bonito, seu conceito vai além e prova ser uma ferramenta valiosa para a estruturação e execução de projetos.</p>



<p><a href="https://www.ted.com/talks/tim_brown_designers_think_big?language=pt-br#t-1423">Tim Brown</a>, uma das grandes vozes do <em>design thinking</em>, sugere que encaremos o design menos focados no objeto e mais na maneira de pensar para que possamos alcançar resultados mais impactantes e eficientes.</p>



<h4 class="wp-block-heading">“A forma segue a função”</h4>



<p>A famosa frase do arquiteto americano Louis Sullivan, escrita no artigo de 1896 <em>“The Tall Office Building Artistically Considered”,</em> resume bem o princípio do <em>design thinking</em> e do contexto em que Sullivan viveu: o Modernismo, movimento que não nega o valor da estética, mas defende que a beleza deve sempre ser guiada pela <strong>funcionalidade</strong>.</p>



<p>A cadeira é um ótimo exemplo disso. Sua função: sentarmos nela. Mas não basta ser bonita, tem de ser minimamente confortável. Como somos criativos, inventamos novas funções para esse objeto conforme nossas necessidades: quem nunca usou uma cadeira como banco ou escada?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Um <strong>problema bem definido (forma)</strong> tem uma <strong>solução precisa (função).</strong></p>



<h4 class="wp-block-heading">Evolução do design</h4>



<p>Analisando a evolução do design, vale destacar três grandes períodos:</p>



<ul class="wp-block-list"><li>O design na pré-história: servia como linguagem da comunicação.</li><li>O design moderno: focado na produtização, no produto e na sua aparência.</li><li>O design hoje: multifuncional.</li></ul>



<p>Saímos de uma posição mais passiva para uma mais ativa, em que o design evoluiu do visual para o industrial e chegou à <strong>interação</strong>.&nbsp;</p>



<p>E interagir significa reconhecer, antes de tudo, que estamos sempre lidando com <strong>pessoas</strong>. O design deve, portanto, sempre colocar o <strong>usuário no centro</strong> para atender a necessidades reais.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">3 princípios do design thinking</h4>



<h4 class="wp-block-heading">Colaboração</h4>



<p>Trata-se do acolhimento de pessoas de diferentes áreas e com distintas experiências de vida que contribuem para o não enviesamento de um projeto ou ideia e para a busca de novas soluções por meio da inteligência coletiva.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Experimentação</h4>



<p>O mundo jamais saberá o quão incrível sua ideia é se ela não sair do papel. A experimentação é sobre testar inúmeras vezes para apontar falhas e descobrir o que deu certo.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Empatia</h4>



<p>Se hoje a palavra-chave para o design é interação, e interagir significa reconhecer, antes de tudo, que estamos lidando com pessoas, toda e qualquer interação deve (ou deveria) partir do princípio da empatia.&nbsp;</p>



<p>No <em>design thinking</em>, empatia significa abdicar de pré-suposições para encarar um problema com um olhar limpo. Precisamos identificar quem são nossos usuários para então reconhecer o comportamento deles e, assim, distinguir o que sentem e ajudá-los.&nbsp;</p>



<p>É entender que marcas são pessoas e que o valor da marca está no valor percebido pelo público que a consome e precisa fazer sentido tanto para a marca quanto para os clientes.&nbsp;</p>



<p>Confira como a autora Brené Brown explica empatia <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ay846oJ8tfY">de maneira simples e didática</a>.</p>



<h4 class="wp-block-heading">5 princípios do design de serviços</h4>



<h4 class="wp-block-heading">Usuário no centro</h4>



<p>É a ideia que já discutimos acima: ter empatia, entender as dores do usuário (e quem ele é) e pautar seu produto na solução de problemas e necessidades reais.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Cocriação</h4>



<p>Partir da colaboração. Trabalhar com inteligência coletiva para construir um ponto de vista compartilhado do problema e de sua solução. Um bom exemplo é a marca Lego, que, em sua plataforma on-line, permite que pessoas enviem ideias de brinquedos com as peças que podem se transformar em modelos novos oficiais.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Sequencial</h4>



<p>Trata-se de entender a jornada da pessoa que vai consumir o produto. Quais momentos fazem parte das interações entre marcas e usuários? Mais uma vez, voltamos ao ponto de entender quem consome sua marca.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Evidencial</h4>



<p>Tangível, o que podemos ver, tocar, cheirar. Artefatos. Quais serviços precisam ser evidenciados na sua marca? Brindes distribuídos ao fim de cursos ou em alguns eventos são ótimos exemplos disso.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Holístico</h4>



<p>Precisa ser completo e abarcar todas as esferas, apresentando padrão e coerência em todas as entregas da marca.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Processo criativo</h4>



<p>O processo criativo é a criatividade aliada a diferentes métodos.</p>



<p>Criatividade nada mais é do que uma ferramenta para resolução de problemas. É ligar os pontos.</p>



<p>Método é o caminho a ser percorrido até a solução.</p>



<p>A palavra criatividade mete medo em muita gente. Parece algo quase místico, que vem quando menos esperamos e que só chega para um grupo seleto. Mas a verdade é que ela pode ser treinada como qualquer outra habilidade.&nbsp;</p>



<p>Vale ressaltar, entretanto, que só conseguimos ter ideias a partir do que conhecemos, isto é, do nosso repertório, composto por tudo que consumimos, vemos, visitamos: música, livros, filmes, roupas, estilos, lugares. Eternamente em construção enquanto estivermos vivos.</p>



<p>Também perpetuamos erroneamente a noção de que criatividade vem do caos. Pode até ser, mas, na maioria das vezes, o método é seu melhor aliado.&nbsp;</p>



<p>Alguns métodos que podem ajudar a destravar a criatividade são:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-list"><li><em>Free fall writing </em>(“escrita em queda livre”): atividade individual de escrita contínua durante poucos minutos de todas as ideias que vierem à cabeça, sem tirar a caneta do papel.</li><li>Brainstorm negativo: pensar em tudo o que pode dar errado em um projeto. Isso ajuda a ter perspectiva sobre os problemas.<br></li></ul>



<h4 class="wp-block-heading">O processo de design</h4>



<p>O primeiro passo é criar o design (a estrutura) do próprio processo. Todos somos capazes de criar algo, por mais simples que seja. E método é fundamental para estimular a criatividade. Para isso, algumas ferramentas podem ajudar.&nbsp;</p>



<p>Uma delas é o Canvas, ferramenta simples de planejamento em formato de quadro que ajuda a clarear, organizar e facilitar soluções, além de direcionar perguntas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Etapas</h4>



<h4 class="wp-block-heading">Explorar</h4>



<p>É a parte que mais toma tempo em um projeto. O objetivo é encontrar o real problema primeiro, e não a solução.&nbsp;</p>



<p>Porque a solução está no próprio problema. Quanto maior a compreensão sobre ele, mais simples e rápido será solucioná-lo.&nbsp;</p>



<p>Deve-se explorá-lo e descobrir quem são seus usuários, entendendo o contexto, buscando em diferentes fontes e mapeando informações relevantes.</p>



<p>Afinal, a solução certa não resolve o problema errado.&nbsp;</p>



<p>O entendimento repentino de um problema ou de como resolvê-lo é o que chamamos de<em> insight</em>. Entender o problema é a base para a resolução de forma criativa.</p>



<p>Há diversos métodos para auxiliar essa fase:</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Pesquisa de mesa</strong></li></ul>



<p>Aquela que você pode fazer, literalmente, sem precisar sair da sua mesa. Ferramentas e sites como Google, <a href="https://trends.google.com/trends/?geo=US">Google Trends</a>, Ibope Inteligência e IBGE podem oferecer informações valiosas sobre tendências, comportamentos e dados demográficos.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Formulários</strong></li></ul>



<p>Plataformas on-line como Google Forms, Typeform e Mentimeter são ótimas ferramentas para deixar seus usuários expressarem suas opiniões à vontade e, com isso, ajudarem você a entender mais sobre o que pode funcionar melhor para sua marca.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Entrevistas</strong></li></ul>



<p>Um método já tão consolidado que é praticamente infalível, desde que você se prepare: comece com perguntas gerais – nome, idade, ocupação, onde mora, rotina – aprofunde fazendo relação com o tema sobre o qual quer discutir, experiências que o usuário já teve, sonhos e finalize explorando as percepções mais gerais sobre o tema, o que mudaria, e agradeça.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Grupos focais</strong></li></ul>



<p>São interessantes para analisar reações grupais a um tópico/produto sugerido pelo pesquisador.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>WhatsApp</strong></li></ul>



<p>O aplicativo é o que mais usamos hoje para manter contato com as pessoas. Com os usuários, também pode ser interessante para dar retorno sobre a entrevista, marcar outra conversa, tirar dúvidas. Lembre-se sempre do bom senso de não invadir o espaço pessoal alheio!</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Boas conversas!</strong></li></ul>



<p>Não à toa nos chamamos “Conversa”: acreditamos no poder de contar e fazer histórias. Um bom papo é sempre uma excelente porta de entrada para conhecer seu usuário.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Shadowing</strong></li></ul>



<p>Método em que você vira a sombra de alguém e acompanha suas atividades para aprender mais sobre sua função.</p>



<ul class="wp-block-list"><li><strong>Day in the life</strong></li></ul>



<p>Outro método observacional em que você passa um dia no lugar de uma pessoa (geralmente usado em ambiente de trabalho) para entender como ela gerencia seu tempo, que atividades desempenha e onde podem estar possíveis problemas.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Idealizar</h4>



<p>É o momento de chuva de ideias!</p>



<h4 class="wp-block-heading">4 passos para qualquer sessão de brainstorming</h4>



<h5 class="wp-block-heading">Problema claro</h5>



<p>O que discutimos acima: a solução do problema está no problema. Encontre-o e delimite-o antes de pensar em soluções.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Regra de atividade</h5>



<p>Deixe estabelecido como funcionarão as dinâmicas usadas para trazer à tona ideias novas para evitar perda de tempo.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Tempo de cada atividade</h5>



<p>Delimite a duração de cada dinâmica para o grupo não dispersar nem se perder.</p>



<h5 class="wp-block-heading">Momento de convergência</h5>



<p>Reúna tudo o que foi discutido para iniciar a análise.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Prototipar</h4>



<p>Hora de colocar a mão na massa com base nas ideias que mais se adequaram à solução do problema encontrado. Fase de dar vida ao que foi discutido.&nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading">Implementar</h4>



<p>É o momento de testar o modelo criado. É a implementação que permitirá avaliar se deve-se ou não voltar um passo e refazer o processo. É o teste.</p>



<h4 class="wp-block-heading">Todos somos designers</h4>



<p>Todos somos designers, porque todos somos capazes de projetar algo. Espero que as dicas acima ajudem você a encontrar soluções inteligentes e práticas para problemas simples ou complexos, independentemente da área em que atua.</p>



<p>Confie no processo, confie em você e busque sempre aprender fazendo.</p>



<p>As informações acima foram tiradas de um curso que fiz sobre Design Thinking pela empresa Look n Feel em novembro de 2019. 🙂</p>



<p>Leia também: <a href="https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/design-thinking-e-comunicacao/">Design Thinking e Comunicação: uma maneira de resolver problemas</a></p>



<p><em>Gabriela Brito é Analista de Comunicação do Conversa.</em></p>
<p>O post <a href="https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/comunicacao/2020/07/28/design-thinking-solucoes-inteligentes-para-problemas-complexos/">Design thinking: soluções inteligentes para problemas complexos</a> apareceu primeiro em <a href="https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br">Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada</a>.</p>
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		<title>Como ter tempo nos toma tempo</title>
		<link>https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/comunicacao/2020/06/01/como-ter-tempo-nos-toma-tempo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gabriela Brito]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 01 Jun 2020 19:05:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Cansados]]></category>
		<category><![CDATA[Conectados]]></category>
		<category><![CDATA[Produtividade]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O desejo de ter mais tempo é tão falacioso quanto algumas das verdades prontas (e ingênuas) que ocupam nosso cotidiano: “li e aceito os termos de uso”, “vamos marcar” e “vou ver e te falo”. Esquecemos o que é ter tempo. Usamos o termo como sinônimo para descanso, mas a cobrança pela produtividade gera uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O desejo de ter mais tempo é tão falacioso quanto algumas das verdades prontas (e ingênuas) que ocupam nosso cotidiano: “li e aceito os termos de uso”, “vamos marcar” e “vou ver e te falo”.</p>



<p>Esquecemos o que é ter tempo. Usamos o termo como sinônimo para descanso, mas a cobrança pela produtividade gera uma culpa punitiva. Para ser, é preciso sempre fazer?</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="11ef">Tempo livre?</h4>



<p>A industrialização, marcada principalmente pela Revolução Industrial, provocou mudanças estruturais e irreversíveis na sociedade: novas profissões, formas de moradia, condições sanitárias e novas formas de consumo.</p>



<p>O período pós-guerra e a pós-industrialização modificaram ainda mais o cenário e trouxeram uma significativa qualidade de vida. Clay Shirky fala um pouco sobre essa realidade nos Estados Unidos em seu livro&nbsp;<em>Cognitive Surplus</em>: &#8220;As tendências pós-guerra de esvaziamento da população rural, crescimento urbano e aumento da densidade suburbana, acompanhada por mais acesso à educação por todos os grupos demográficos, marcaram um aumento significativo do número de pessoas pagas para pensar e falar, em vez de produzir ou transportar objetos.&#8221; *</p>



<p>Passamos a ter o que o autor chama de excesso cognitivo (<em>cognitive surplus)</em>. Shirky explica que essas melhorias na qualidade de vida fizeram surgir um elemento novo: tempo livre.</p>



<p>Dentre os motivos para o aumento do número de horas ociosas estava o fato de as pessoas estarem trabalhando menos horas e com uma expectativa de vida maior, ou seja, morrendo mais velhas.</p>



<p>E o que fazer com o tempo livre?</p>



<p>Ocupá-lo, ironicamente. No pós-guerra nos Estados Unidos, a resposta era assistir à televisão, a novidade do momento. Acontece que o ato de assistir à TV é individual. Mesmo que o façamos em grupo, o diálogo fica comprometido porque estamos prestando atenção à tela.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="bd45">Conectados (e cansados)</h4>



<p>Hoje, com a internet, nos comunicamos majoritariamente por meio de telas, mas Shirky ressalta que o tempo livre antes gasto individualmente em frente à TV passou a ser encarado mais como um bem genérico a ser utilizado para criar projetos de maneira coletiva.</p>



<p>De consumidores, passamos a participantes e a produtores de conteúdo também, exercendo cada vez mais influência sobre o que empresas, autoridades e instituições fazem ou defendem.</p>



<p>Isso cria um terreno fértil para pensar em novas maneiras e meios de expressão, criação e conexão. Sentir que não estamos sós, apesar de sozinhos, é fundamental para manter estabilidade mental e consistência de ações ao longo do tempo.</p>



<p>O problema começa quando mergulhamos tão fundo nas telas a ponto de despertar ansiedade, síndrome do pensamento acelerado e traços de depressão. O segredo?&nbsp;<strong>Filtros</strong>.</p>



<p>Em uma aula recente da pós-graduação, discutimos como precisamos aprimorar nossa função de&nbsp;<strong>editores</strong>&nbsp;mais do que nunca. Buscar a fonte das informações, ler opiniões de pensadores diferentes, polir nosso senso crítico. Combate-se o excesso de informação com qualidade, feita a partir da edição atenta, responsável e experiente.</p>



<p>Sermos editores implica duas coisas: interpretar e receber sempre com cautela as informações que buscamos ou recebemos sobre o mundo exterior, e saber o momento de parar de consumi-las para dar atenção ao universo interior. As duas tarefas são árduas, mas imprescindíveis para buscar uma sobrevivência minimamente sã.</p>


<p>[newsletter_code]</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="0f01"><strong>A beleza no banal</strong></h4>



<p>Parar de escutar o lado de fora para enxergar o lado de dentro. Soa poético porque assim o é. Fomos ensinados a rotular as delicadezas da natureza humana como breguice e frescura, mas, no fim do dia, só temos a nós. A inevitabilidade de apenas ser é um convite a — e um desafio de — apreciar nossa própria companhia.</p>



<p>Reaprender a enxergar a beleza no banal é um bom passo em direção a esse desafio. No artigo “Sublime no Banal”, Denilson Lopes defende a importância de discutir a beleza atualmente porque ela nos convida à própria solidão.</p>



<p>Segundo o autor, para encontrar a beleza no banal é preciso, antes, passar pelo elogio e pelo retorno do sublime, definido como uma “experiência de fascínio diante de uma paisagem, uma pessoa ou uma obra de arte”. Lopes inclusive aponta o sublime como a resposta para o nosso cotidiano, que ele questiona se foi transformado em uma experiência multimidiática.</p>



<p>Vivemos em um mundo onde a Comunicação sempre teve um viés utilitário, mas o lado subjetivo é fundamental. Valorizar a presença no detalhe. Renovar o olhar para reprogramar nossas atitudes.</p>



<h4 class="wp-block-heading" id="4f2c"><strong>Um surto de cada vez</strong></h4>



<p>Moro em Brasília e, por aqui, já passamos do sexagésimo dia de quarentena, decretada oficialmente pelo governador em 13 de março.</p>



<p>As primeiras três semanas foram até boas. Estava mais descansada e disposta para trabalhar, ler e curtir minha casa com mais calma. A mudança de cenário e a desaceleração da rotina foram bem-vindas.</p>



<p>A partir da quarta semana, me exercitar na mesma sala onde também trabalho e assisto aos meus filmes na Netflix começou a perder a graça, o som do rádio ligado na cozinha começou a me irritar e em um piscar d’olhos já eram 23h de quarta, segunda ou sábado, sei lá. A passagem do tempo ficou confusa.</p>



<p>Anteontem, tive duas crises emocionais por uma série de fatores que culminaram em choro e ranger de dentes.</p>



<p>A verdade é que não está tranquilo para ninguém, nem para quem está em casa. Para os que não têm o privilégio de se proteger em casa, então, menos ainda. Já aqueles que acreditam que tudo não passa de uma gripezinha pagarão um preço alto cuja conta, infelizmente, vai para todos nós. Mas isso é assunto para outro texto.</p>



<p>Não dá para largar tudo agora e correr para o Himalaia (ou o destino de viagem que preferir), mas dá para, quando apertar o peito, parar o que estivermos fazendo e nos permitir ter mais calma e paciência. Não tem receita de bolo, mas pode ter um pedaço de torta na cozinha que te faça bem. Ou um café da tarde para levantar os ânimos.</p>



<p>E, por mais que não possamos desfrutar do toque, do beijo ou do abraço, nessas horas a tecnologia entra como grande aliada para buscar um pouco de calor humano. Não é a mesma coisa, mas sabe como é: a gente faz o que pode com aquilo que tem. E, se pararmos para pensar, o que temos é extraordinário.</p>



<p>Aguentemos firmes, fortes e dentro de casa. Vai passar.</p>



<p><em>Por Gabriela Brito, analista de Comunicação do Conversa.</em></p>



<p><strong>Publicado originalmente no <a rel="noreferrer noopener" href="https://medium.com/@gabritts/como-ter-tempo-nos-toma-tempo-ad733afe4878" target="_blank">MEDIUM</a>.</strong></p>



<p>Leia também: <a href="https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/inovacao-em-sua-empresa/">O que você precisa saber para promover inovação em sua empresa?</a></p>



<p>*Tradução livre do trecho&nbsp;<em>“The postwar trends of emptying rural populations, urban growth, and increased suburban density, accompanied by rising educational attainment across almost all demographic groups, have marked a huge increase in the number of people paid to think or talk, rather than to produce or transport objects.” (SHIRKY, 2010, p. 13).</em></p>
<p>O post <a href="https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br/comunicacao/2020/06/01/como-ter-tempo-nos-toma-tempo/">Como ter tempo nos toma tempo</a> apareceu primeiro em <a href="https://antigo2021.conversacomunicacao.com.br">Conversa | Estratégias de Comunicação Integrada</a>.</p>
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